Theresa May anuncia boicote diplomático e real ao Mundial de futebol de 2018

Theresa May anuncia boicote diplomático e real ao Mundial de futebol de 2018

 

Lusa/AO online   Futebol   14 de Mar de 2018, 14:17

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciou esta quarta-feira um boicote dos membros do governo e da família real ao campeonato do mundo de futebol de 2018, que se realiza na Rússia.

"Confirmo que nenhum ministro ou membro da família real vai estar presente no campeonato do mundo de futebol na Rússia, neste verão", afirmou Theresa May, que responsabilizou a Rússia pelo envenenamento do ex-espião Serguei Skripal e da filha em solo britânico.

A primeira-ministra britânica fez esta declaração durante uma intervenção no parlamento em que anunciou a “suspensão de contactos bilaterais” com Moscovo e a expulsão de 23 diplomatas russos, aos quais foi dado o prazo de uma semana para deixarem o Reino Unido.

Diante da Câmara dos Comuns (câmara baixa do parlamento britânico), Theresa May disse que a Rússia expressou “desdém” pelo desejo do Reino Unido de obter explicações sobre este caso. Segundo May, as ações da Rússia “representam um uso ilegal da força”.

Na segunda-feira, também numa intervenção no parlamento, a chefe do governo imputou responsabilidades à Rússia e deu a Moscovo um prazo, até terça-feira à noite, para fornecer explicações à Organização para a Proibição de Armas Químicas, esclarecendo ainda que o embaixador da Rússia no Reino Unido tinha sido convocado para explicar os acontecimentos.

A Rússia nega qualquer responsabilidade no ataque que visou Serguei Skripal. O ex-espião duplo de origem russa, de 66 anos, e a sua filha Yulia, de 33 anos, foram encontrados inconscientes no dia 04 de março, num banco num centro comercial em Salisbury, no sul de Inglaterra.

Dias depois, o chefe da polícia antiterrorista britânica, Mark Rowley, revelou que o ex-agente duplo russo e a sua filha tinham sido vítimas de um ataque deliberado com um agente neurotóxico, um componente químico que ataca o sistema nervoso e que pode ser fatal.

Os dois têm permanecido hospitalizados, nos cuidados intensivos, em “estado crítico, mas estável”.

O Conselho Segurança da ONU reúne-se hoje de urgência para abordar este caso.




Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.