Seis casos de 'legionella' detetados nos Açores desde 2014 sem registo de mortes

Seis casos de 'legionella' detetados nos Açores desde 2014 sem registo de mortes

 

LUSA/AO online   Regional   7 de Nov de 2017, 18:42

Seis casos de ‘legionella’ foram detetados nos Açores desde 2014, todos em homens, mas sem registo de mortes, disse hoje à agência Lusa a coordenadora regional de Saúde Pública.

Segundo Ana Rita Eusébio, foram detetados dois casos em 2014 e quatro este ano, sendo que cinco doentes são da ilha Terceira e um do Pico.

Os doentes tinham idades compreendidas entre os 51 e os 91 anos, “todos com vários fatores de risco associados, nomeadamente tabagismo, etilismo, doença crónica, obesidade, imunossupressão”, sendo “todos casos isolados”.

Após notificação no SINAVE - Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, que entrou em vigor a 01 julho 2014, foi feito o “respetivo inquérito epidemiológico e inquérito ambiental pela autoridade de saúde concelhia respetiva”.

Em setembro, a Lusa noticiou que um homem de 58 anos estava internado no hospital da Horta, na ilha do Faial, com diagnóstico de ‘legionella’.

O doente, morador na freguesia das Bandeiras, na ilha do Pico, é trabalhador da conserveira Cofaco.

Na ocasião, o delegado de saúde da Madalena, explicou que as colheitas de água feitas em reservatórios associados a este paciente, nomeadamente na sua residência e no local de trabalho, tiveram resultados negativos.

“É o único caso que temos, não foi diagnosticado mais nenhum caso, não houve mais nenhuma situação que pudesse corresponder a um foco eventualmente localizado e isso deixa-nos tranquilos”, disse então o delegado de saúde, Augusto Chaleira.

Antes, em maio, foi detetada, pela segunda vez em sete meses, a presença da bactéria ‘legionella’ no hospital da Horta.

A bactéria foi detetada no sistema de distribuição de água na parte velha do hospital, na sequência de análises de rotina, o que obrigou a administração da unidade de saúde a tomar medidas de precaução para evitar que os doentes fossem contaminados.

Ana Rita Eusébio esclareceu hoje que a deteção da bactéria nesta unidade hospitalar foi feita “num controlo analítico periódico”, realçando não ter “qualquer caso de doença humana associada”.

“Na ocasião, foram implementadas as medidas que previstas no plano de vigilância”, acrescentou.

O surto de 'legionella' no hospital São Francisco de Xavier, em Lisboa, infetou até ao momento 35 pessoas e provocou dois mortos.

A ‘legionella’ é uma bactéria responsável pela doença dos legionários, uma pneumonia grave. A infeção transmite-se por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.



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