PS quer partidos unidos contra orçamento "insuficiente" da UE

PS quer partidos unidos contra orçamento "insuficiente" da UE

 

Lusa/AO online   Regional   7 de Jun de 2018, 14:35

O PS/Açores anunciou hoje que vai apresentar no parlamento da região uma proposta de resolução pedindo a todos os partidos uma posição comum contra a proposta de orçamento do próximo quadro comunitário, tida pelos socialistas como "insuficiente".

"A proposta inicial da Comissão Europeia é insuficiente e desadequada", advoga o líder da bancada parlamentar do PS/Açores, André Bradford, citado em nota de imprensa.

O socialista deseja que todas as forças políticas dos Açores se unam "para que se consiga obter um ter um posicionamento global, em força, de forma coordenada e articulada", de protesto pela proposta comunitária.

Em causa poderão estar, por exemplo, menos verbas para o setor agrícola, elemento fundamental no tecido económico da região autónoma, governada pelo PS.

De todo o modo, frisa Bradford, nesta fase decorre ainda um "processo negocial", e há, por isso, margem para melhorias.

"É um processo negocial que deu o seu primeiro passo, não estamos na fase de discutir como é que cada país, internamente, vai distribuir a proposta da União Europeia […]. Portanto, quem agora disse que a região devia estar a pedir à República para compensar os eventuais cortes está a prejudicar o esforço negocial do país", considerou.

Segundo a proposta apresentada na semana passada em Bruxelas, a Comissão Europeia propôs uma verba de cerca de 7,6 mil milhões de euros no Quadro Financeiro Plurianual (QFP) 2021/2027, a preços correntes, abaixo dos 8,1 mil milhões do orçamento anterior, com uma ligeira subida nos pagamentos diretos e cortes no desenvolvimento rural, a serem compensados pelos orçamentos nacionais.

O Governo da República considerou esta proposta inicial da Comissão boa para os agricultores portugueses, sublinhando que ela contempla um reforço global de verbas da ordem dos 280 milhões de euros para o setor nacional no próximo Quadro Comunitário, mas frisou que é “má” para o Orçamento do Estado.



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