PCP/Açores admite votar contra Plano e Orçamento regionais se este for de continuidade

PCP/Açores admite votar contra Plano e Orçamento regionais se este for de continuidade

 

Lusa/AO Online   Regional   13 de Nov de 2017, 14:15

O PCP/Açores admitiu hoje votar contra as propostas de Plano e Orçamento regionais para 2018 se o executivo açoriano, liderado pelo PS, persistir em medidas de "mera continuidades e sem ideias novas".


“O PCP vai apresentar uma série de propostas que o plano seja melhor. Se a evolução for neste sentido, votamos favoravelmente, mas se for na continuidade votaremos contra”, afirmou o coordenador do partido na região, Vítor Silva, numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, onde fez o balanço da reunião da Direção Regional do PCP/Açores.

Para Vítor Silva, os documentos orçamentais, que vão ser debatidos e votados na última semana do mês no parlamento regional, “dão suporte a uma política de mera continuidade, sem ideias novas, nem inversões nas suas medidas mais gravosas, de cuja aplicação resultará forçosamente o agravamento da situação económica e social dos açorianos”.

O dirigente comunista adiantou que o partido vai reforçar as propostas de alteração ao Plano e Orçamento regionais para o próximo ano, com "medidas que tenham, efetivamente, peso e impacto do ponto de vista económico, social e político".

Vítor Silva recordou que o PCP propõe um aumento de 15 euros ao acréscimo do salário mínimo nacional, assim como a subida dos complementos de pensão e reforma.

"Em média um trabalhador açoriano ganha menos que qualquer outro em qualquer uma outra região do país e isto tem que ser alterado”, sustentou Vítor Silva, alertando que "nos números da pobreza e da exclusão social" existem duas camadas mais afetadas as crianças e idosos.

Segundo o líder regional dos comunistas, "existem vários estudos que provam que as causas da pobreza e exclusão social nos Açores se devem, acima de tudo”, à precariedade laboral e baixos rendimentos, alertando para a necessidade de se promover a qualificação e formação dos trabalhadores.

“Num Governo que tem maioria absoluta, é preciso haver essa abertura para negociar”, defendeu Vítor Silva, considerando que executivo regional na discussão dos documentos orçamentais dos últimos anos limita-se a “agarrar uma das propostas mais pequenas de cada partido”, aprovando-as “para dar a ideia que existe algum consenso”.

Quanto ao anúncio da realização de um Conselho do Governo extraordinário para novas medidas na área do emprego, que o presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro, fez na semana passada, o coordenador do PCP/Açores, partido que tem um dos 57 deputados no parlamento regional, reconhece ser uma medida positiva, mas quer decisões nesta área.



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