BE/Açores defende ação política para evitar fecho dos CTT na Calheta

BE/Açores defende ação política para evitar fecho dos CTT na Calheta

 

Lusa/AO online   Regional   12 de Jan de 2018, 17:33

O BE/Açores apresentou uma proposta para que o Parlamento açoriano se pronuncie contra o encerramento de um balcão dos CTT na ilha de São Miguel e para que os governos regional e nacional o impeçam.

"O projeto de resolução já deu entrada na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. Aquilo que pedimos é que tanto o Governo Regional, como o Governo da República façam tudo o que estiver ao seu alcance no sentido de impedir o fecho desta estação", salientou, hoje, o deputado regional do Bloco de Esquerda António Lima, em declarações à Lusa.

Os dois deputados do BE à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores participaram esta tarde numa manifestação à porta da loja dos CTT da Calheta, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, uma das 22 lojas que a empresa anunciou que iria encerrar.

O projeto de resolução, que será apresentado na próxima semana, no plenário de janeiro do Parlamento açoriano, com pedido de urgência e dispensa de exame em comissão, prevê que a Assembleia Legislativa se pronuncie por iniciativa própria "contra o encerramento da loja dos CTT da Calheta, freguesia de São Pedro, concelho de Ponta Delgada, e pela ação dos Governos da República e do Governo Regional no sentido de impedir o encerramento desta loja".

Segundo António Lima, o encerramento da loja terá impacto na vida das pessoas daquela zona do concelho de Ponta Delgada, sobretudo as mais idosas com dificuldades de mobilidade.

"A estação da Calheta era utilizada pela população idosa, que se deslocava lá para receber pensões e que agora tem de se deslocar a outras estações mais longe. Por outro lado, aquela estação apresentava tempos de espera menores. As outras têm filas enormes, com tempos de espera que facilmente ultrapassam uma hora", salientou.

O deputado do BE disse acreditar que ainda é possível reverter o encerramento da estação da Calheta, mas considerou que a privatização dos CTT foi um "erro enorme".

"Só não é possível reverter esta decisão, se não houver pressão por parte da opinião pública e do poder político", adiantou, acrescentando que "quando mais entidades estiverem de acordo em lutar pela manutenção da estação, mais facilmente será possível evitar o seu encerramento".

O PS/Açores também já tinha anunciado a apresentação de um projeto de resolução para que a Assembleia Legislativa se pronunciasse por iniciativa própria contra o encerramento de lojas dos CTT na região e contra a degradação de serviços prestados.

Já o presidente da Junta de Freguesia de São Pedro (PSD) reuniu-se com a diretora dos CTT e comprometeu-se a encetar "todos os esforços para que existam alternativas de modo a que parte dos serviços em causa não deixem de ser prestados à população na própria freguesia".

Os CTT confirmaram em 02 de janeiro o fecho de 22 lojas no âmbito do plano de reestruturação, que, segundo a Comissão de Trabalhadores dos Correios de Portugal, vai afetar 53 postos de trabalho.

A empresa referiu que o encerramento de 22 lojas situadas de norte a sul do país e nas ilhas "não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos clientes, uma vez que existem outros pontos de acesso nas zonas respetivas que dão total garantia na resposta às necessidades face à procura existente".



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