Sobre os Lavoisier e a transformação da Arco 8 este sábado

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Miguel Bettencourt Mota   Cultura e Social   15 de Dez de 2017, 14:50

Roberto Afonso e Patrícia Relvas são os Lavoisier. O 'duo' está de regresso a São Miguel depois de quatro meses, mas traz novidades para apresentar na Galeria do Arco 8, este sábado. 'É Teu' dá nome ao novo álbum que renunciou ao "sentimento de posse" e se atreveu a transformar "dois em mil". Patrícia Relvas falou-nos do disco e da forma como este se aventura por poemas e músicas originais.      


'Na natureza nada se perde, nada se cria', é parte da lei do pai da química moderna. O que trazem vocês – também Lavoisier – para transformar a Galeria do Arco 8, no sábado?

Vamos levar a nossa música e que assenta justamente na premissa  'na natureza nada se perde, nada se cria e tudo se transforma' de Lavoisier. Nós acreditamos que a música é algo que passa por todos nós e que depois nos transforma, bem como àquilo que vemos, fazendo-nos renunciar um pouco ao sentimento de posse. Essa é também um pouco a ideia que deu nome ao novo álbum 'É Teu' e que, na verdade, é o que vamos levar este sábado à Arco 8.

O que é que o 'É Teu' oferece de diferente em relação ao disco que o antecedeu, o Projeto 675?

Mostra um caminho bastante diferente. No Projeto 675 reunimos músicas tradicionais e o disco foi gravado em take direto - com duas vozes, uma guitarra e muito cru. Neste novo álbum, em vez de dois, quisemos ser mil...Fomos para estúdio, fizemos muitos arranjos e tivemos um convidado no álbum. Mas já não temos só música tradicional, há todo um outro conjunto de universos que também explorámos, desde musicar poemas, a apresentarmos temas com letra e música original.

Nunca vos passou pela ideia incorporar a título definitivo novos membros na banda?

Claro que sim. Depois de gravarmos este álbum e percebermos que ao vivo há muitas coisas que não conseguimos fazer, passou. Mas também sempre esteve assumido que o que consta do álbum, não seria replicado em concerto ao vivo, aliás, interessa-nos que assim seja. A base será sempre este 'duo', mas as colaborações com várias pessoas é um cenário que está em aberto e que queremos muito fazer.

Esta é a segunda vez no espaço de quatro meses que atuam em São Miguel. Felizes por isso?

É uma grande felicidade, na verdade. Nem eu, nem o Roberto, tínhamos ido aos Açores antes do Azores Burning Summer...Até comentámos o facto de ter sido tão rápido o segundo convite. Estamos muito contentes por podermos voltar porque descobrimos realmente uma parte de Portugal que é muitos distante, mas incrível. A paisagem - e tudo o mais - tem algo de único.

Com que registo ficaram do público?

Da única experiência que tivemos, correu muito bem. As pessoas foram bastante generosas, simpáticas e o público reagiu bem ao concerto. Tivemos até um concerto traduzido em língua gestual, que foi muito interessante. Agora, todos os espaços são diferentes e sei que este sábado na Arco 8 vamos ter um público diferente...Mas acho que vai correr bem.

Voltando ao início da conversa, que 'feedback' têm recebido do 'É Teu'?

O 'feedback' que nos tem chegado tem sido muito positivo. Julgo até que este novo CD tem conseguido chegar a mais rádios e a outros públicos. Acho que isso faz parte de um crescimento natural e folgo em ver que as pessoas já conhecem mais os Lavoisier e vão à procura...Tem sido um percurso em ascendente e isso é bom.

Os olhos estão já postos num trabalho futuro, ou é ainda tempo de saborear este?

É tempo de saborear este, mas estamos já com as mãos e com metade do pensamento no outro trabalho que está a surgir...

...O trabalho será na mesma linha?

É ainda uma coisa que estamos a construir e ainda falta muito...Na verdade, não posso adiantar muito mais [risos].





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