Número de furtos a caixas ATM com explosão sofreu queda acentuada este ano

Número de furtos a caixas ATM com explosão sofreu queda acentuada este ano

 

Lusa/AO Online   Nacional   21 de Jun de 2018, 18:24

A coordenadora da Polícia Judiciária (PJ) Patrícia Silveira considerou hoje que a estratégia de prevenção e repressão dos crimes de furto das caixas ATM, com explosão, permitiu baixar drasticamente este ano o número destas ocorrências.


A responsável da Unidade Nacional Contra-Terrorismo (UNCT) falava a propósito do desmantelamento de organizações ligadas a furtos de caixas multibanco, através de explosão e outros crimes graves, e ao branqueamento de notas provenientes desse tipo de criminalidade.

Patrícia Silveira aludia às operações "Caixa Automática" e "Lavagem Automática", tendo na primeira sido detidos sete suspeitos de, a partir de Lisboa e da península de Setúbal, praticarem furtos em caixas ATM, com recurso a explosão.

Na segunda operação, a cargo do Departamento Central de Investigação Penal (DCIAP) em articulação com a PJ, foram detidas três pessoas que se dedicavam ao branqueamento de notas obtidas naquela atividade criminosa.

Segundo a coordenadora da PJ, depois de uma vaga de furtos a caixas ATM, com recurso a explosão e outros crimes, este ano só se verificou um caso consumado, com rebentamento por explosão, na zona de Sintra, em fevereiro último. Os outros dois casos registados não passaram de tentativas.

Patrícia Silveira referiu que, após a série de furtos a caixas ATM verificada no ano passado, foi montada uma estratégia global de prevenção e repressão que permitiu diminuir grandemente o número de crimes desta natureza. "Nunca tivemos uma prática tão baixa" disse.

Em termos de prevenção, a coordenadora da PJ apela a todas as entidades que recebam ou detetem notas tintadas (marca de tinta nas notas cujas caixas ATM foram rebentadas) que comuniquem imediatamente à PJ, por forma a permitir identificar as pessoas e fazer a ligação aos crimes ocorridos.

Caso seja adotado este procedimento por parte dessas entidades, Patrícia Silveira entende que a "eficácia será maior" no combate a este tipo de atividade criminosa, em que muitos dos detidos têm revelado ter antecedentes criminais por crimes violentos ou análogos aos agora praticados.

Os autores deste tipo de crime, uma vez na posse das notas tintadas, optam frequentemente por as utilizar em máquinas automáticas de pagamento ou em procedimentos bancários (depósitos) que não exigem contacto pessoal.

Durante as operações realizadas pela PJ e que levaram, no total, a dez detenções, foram apreendidos documentos relacionados com os furtos, automóveis, material utilizado nos crimes e algum dinheiro.

Os detidos, com idades entre os 19 e os 37 anos, têm vindo a ser submetidos a primeiro interrogatório judicial e as primeiras medidas de coação deverão ser conhecidas na sexta-feira.



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