Maior notoriedade turística dos Açores é desafio no Brasil

Maior notoriedade turística dos Açores é desafio no Brasil

 

Lusa/AO Online   Regional   23 de Abr de 2018, 07:42

O presidente do Governo dos Açores fechou no domingo uma visita oficial de cinco dias ao Brasil valorizando os encontros com as comunidades e sublinhando que o aumento da notoriedade da região como destino turístico é um "grande desafio".


"Há um trabalho prévio e imediato que julgo importante fazer-se: conhecimento e notoriedade dos Açores como destino turístico, aqui no Brasil e aqui sobretudo nos estados com as comunidades, aproveitando esta porta de entrada que é a existência de comunidades", vincou Vasco Cordeiro.

O governante falava aos jornalistas no Rio de Janeiro, antes de embarcar para Portugal, e fazia um balanço de uma visita oficial de cinco dias que passou por Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro.

No que se refere ao turismo, Vasco Cordeiro advogou ser necessário um "aumento da notoriedade" do arquipélago.

O líder do executivo açoriano valorizou os dias passados no Brasil.

"A ideia que posso retirar é que a visita foi efetivamente produtiva num duplo sentido: num conhecimento mais direto e aprofundado do contributo das comunidades açorianas nos diversos estados e cidades que os acolheram para o desenvolvimento desses territórios […] e porque esta visita permitiu constatar a grande ligação que existe ainda nestas comunidades com os Açores", sustentou.

Aquela que foi a primeira deslocação de Vasco Cordeiro ao Brasil enquanto presidente do executivo açoriano decorreu na sequência da declaração de 2018 como "Ano dos Açores em Santa Catarina", onde, entre 1748 e 1754, desembarcaram os primeiros emigrantes da região autónoma.

No primeiro dia da visita oficial, o chefe do executivo encontrou-se com o governador Eduardo Pinho Moreira - que convidou Vasco Cordeiro a deslocar-se a Santa Catarina - e com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado local, Aldo Schneider.

Ainda em Santa Catarina, Vasco Cordeiro visitou a Feira Catarinense do Livro, com um 'stand' dos Açores, assim como a exposição “Antero de Quental e Vitorino Nemésio: Verbos Vivos da Cultura Açoriana”, uma iniciativa do Governo dos Açores patente na Galeria de Arte do Mercado Público daquela cidade brasileira.

No dia seguinte, além de um encontro com o prefeito de Florianópolis, Gean Marques Loureiro, o presidente do Governo Regional dos Açores presidiu à cerimónia de abertura do congresso “270 Anos de Presença Açoriana em Santa Catarina: Mar, História, Património, Literatura e Identidade”.

A deslocação oficial incluiu ainda passagem pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, onde o socialista teve encontros com as comunidades naquelas cidades e presidiu ao lançamento do livro “Uma Página sobre Vitorino Nemésio”, na Casa dos Açores do Rio.

A convite de Vasco Cordeiro, a comitiva que viajou ao Brasil integrou ainda os presidentes das Câmaras Municipais de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Praia da Vitória - cidades geminadas com Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina -, bem como alguns deputados da comissão de Política Geral do parlamento açoriano.

O Brasil constituiu o destino da primeira vaga sistemática de emigração açoriana a partir do século XVIII, nomeadamente para o sul do país.

Após este período, verificou-se um grande fluxo migratório, em finais do século XIX e no início e primeira metade do século XX, em concreto para os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

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