José Neves vence troféu José Agostinho


 

Lusa/Ao online   Internacional   15 de Jul de 2018, 21:45

 O português José Neves (W52-FC Porto) venceu este domingp o Troféu Joaquim Agostinho, ao terminar a terceira e última etapa no terceiro lugar, atrás de Henrique Casimiro (Efapel), primeiro no alto de Mantejunto, e Joni Brandão (Sporting-Tavira).

Casimiro foi o mais forte do trio que decidiu entre si a vitória nesta tirada de 172 quilómetros iniciada no Cadaval, impondo-se no topo da Serra de Montejunto, contagem de montanha de primeira categoria, em 4:26.50 horas, com seis segundos de avanço sobre Brandão e nove em relação a Neves, que tinha a companhia do colega António Carvalho, quarto.

Nesta luta, o esforço de Henrique Casimiro não foi suficiente para chegar à vitória na 41.ª edição do Grande Prémio Internacional de Torres Vedras, já que a bonificação do triunfo na etapa e a diferença conseguida só deram para recuperar 15 dos 19 segundos de atraso em relação a José Neves.

O corredor do FC Porto, que desalojou da liderança o espanhol Óscar Hernández (Aviludo-Louletano-Uli), terminou a prova com quatro segundos de avanço sobre Henrique Casimiro e cinco em relação a Joni Brandão, sucedendo a Amaro Antunes, vencedor em 2017, também ao serviço da equipa portista.

“No início do ano assumi que seria um dos meus objetivos. No prólogo foi por pouco que não vesti a [camisola] amarela, mas fiquei com ela no segundo dia, quando nem tinha intenção de o fazer. Ontem [sábado] perdi a amarela. Foi uma batalha perdida, mas não a guerra. Hoje viemos prontos para a guerra. Eu tinha algum receio de arrancar, mas os meus colegas disseram-me para não ter medo e motivaram-me”, contou José Neves.

Henrique Casimiro tentou surpreender o adversário no final da etapa, depois da subida do Avenal, que fez uma primeira seleção já em plena Serra de Montejunto, mas o seu ataque a caminho da meta foi insuficiente.

“Sabíamos que seria aqui que se decidia a corrida. Não é por acaso que chamam ‘Angliru’ à subida do Avenal, porque fez logo uma grande diferença. Quando os candidatos ficaram destacados achei que era o momento certo para atacar (...). Ficar apenas a quatro segundos da camisola amarela deixa um certo sabor amargo (...). Perdi cerca de 20 segundos no prólogo, o que é muito difícil de recuperar para um contrarrelogista como o José Neves numa prova com um contrarrelógio e apenas três etapas em linha”, disse o vencedor da etapa.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.