PSD diz que hospital de Ponta Delgada apresentou défice de 3 ME em 2016

PSD diz que hospital de Ponta Delgada apresentou défice de 3 ME em 2016

 

Lusa/AO online   Regional   14 de Fev de 2018, 14:51

O hospital de Ponta Delgada apresentou um défice operacional de cerca de três milhões de euros em 2016 e precisou de reforçar o seu orçamento anual de 87 milhões euros, anunciou o PSD/Açores.

Luís Maurício, responsável pela área da saúde do PSD/Açores, declarou esta quarta-feira aos jornalistas que o contrato-programa para o triénio 2016-2018 prevê 87 milhões de euros anuais, sendo que, no primeiro ano deste período, o hospital de Ponta Delgada foi “confrontado com necessidades urgentes” que levaram ao reforço de 13 milhões de euros.

“Ou seja, em 2016, o hospital de Ponta Delgada viveu com 100 milhões de euros e, mesmo assim, apresentou um défice operacional de cerca de três milhões de euros, sendo que o serviço da dívida, tal como em anos anteriores, é assegurado pela Saudaçor (Sociedade Gestora de Recursos e Equipamentos da Saúde dos Açores, S.A.)”, declarou Luís Maurício.

O grupo parlamentar do PSD/Açores fechou hoje, com a deslocação ao hospital de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, um ciclo de visitas às unidades de cuidados de saúde diferenciadas.

O parlamentar referiu que não estão contabilizadas as necessidades reveladas em termos de investimento em novos equipamentos.

Segundo o social-democrata, tem sido também o hospital a assumir os encargos com a medicina física e de reabilitação, tendo sido confirmado pelo presidente do conselho de administração que, em 2017, a unidade hospitalar pagou, ao abrigo de convénios, mais de três milhões de euros.

O parlamentar adiantou que, com a realização de cirurgias adicionais, que são asseguradas pelo orçamento do hospital de Ponta Delgada, “só com pessoal gastou-se, e bem nestas circunstâncias, 1,5 milhões de euros” para operar mais 700 pacientes em lista de espera.

“Este hospital, com todo este volume de produção, precisa de mais dinheiro da tutela, de outras condições para o seu desempenho e de melhorar os seus constrangimentos atuais”, disse, para referir que a solução será recorrer novamente ao endividamento se não forem encontradas “outras soluções”.

Luís Maurício referiu que foi “colocada rigorosamente à administração do hospital” quanto seria necessário orçamentar anualmente, mas esta “não quis adiantar um número concreto”.

O parlamentar registou que, em 2016 e 2017, o hospital aumentou, “em muito, a sua produção”, realizando mais consultas, cirurgias e exames complementares e de diagnóstico “superior ao habitual”.

O social-democrata especificou que, no âmbito da produção cirúrgica adicional, o hospital operou mais 600 doentes em 2016 e, no ano seguinte, mais 700.

Nas três unidades hospitalares da região existem atualmente 11.300 açorianos em lista de espera por uma cirurgia, 8.400 dos quais no hospital de Ponta Delgada.

Numa unidade hospitalar que vive “também constrangimentos em termos de pessoal médico e enfermagem”, Luís Maurício congratulou-se com o facto de o setor ambulatório do hospital ir ser alvo de obras de remodelação.



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