PSD/Açores propõe preço máximo de 90 euros nas viagens inter-ilhas

PSD/Açores propõe preço máximo de 90 euros nas viagens inter-ilhas

 

Lusa/AO online   Regional   20 de Nov de 2017, 17:21

O líder do PSD/Açores, Duarte Freitas, anunciou esta segunda-feira que vai propor a descida do preço das viagens inter-ilhas para 90 euros, considerando ser necessário desenvolver o mercado interno e gerar mais emprego.


“O PSD/Açores vai propor uma baixa expressiva dos preços das passagens inter-ilhas. Essa baixa no valor de 25% pretende que o preço máximo que os açorianos paguem por viajar inter-ilhas seja de 90 euros”, afirmou Duarte Freitas aos jornalistas antes do arranque das jornadas parlamentares do partido, em Ponta Delgada, para analisar as propostas de Plano e Orçamento regionais de 2018.

Segundo o dirigente social-democrata, esta medida é uma “questão de justiça”, notando que as tarifas entre os Açores e o continente português “baixaram significativamente”, pelo que é “altura de baixar significativamente nos Açores”.

Duarte Freitas acrescentou que, “pela primeira vez, o Orçamento do Estado prevê uma verba para a mobilidade interna dos Açores, de 5,6 milhões de euros”, no âmbito do pagamento das obrigações de serviço público de transporte aéreo inter-ilhas.

“Entendemos que essa verba deve ser usada pela SATA [que assegura as ligações aéreas entre as nove ilhas do arquipélago], mas para beneficiar os açorianos”, declarou.

Questionado se face à situação financeira da companhia açoriana, detida pela região, esta proposta poderá desequilibrar ainda mais as contas da SATA, o presidente do PSD/Açores disse não ter dúvidas de que “esse vai ser o argumento do PS”, partido maioritário no parlamento regional.

“A situação que a SATA atravessa tem responsáveis que nunca quiseram assumir a sua responsabilidade política”, frisou.

Duarte Freitas citou depois o primeiro-ministro, António Costa, para dizer que “chapa ganha, chapa distribuída”, pelo que neste caso, a chapa ganha pelos açorianos tem de ser “chapa distribuída pelos açorianos”, referindo-se aos 5,6 milhões de euros, para que “paguem menos 25% pelas passagens aéreas”.

O responsável do maior partido na oposição nos Açores referiu que o que “a SATA tem de fazer é gerir bem”.

“Como diz o Governo [Regional] e bem, a SATA é para servir os Açores, neste caso servindo os Açores é com tarifas mais baixas”, defendeu.

À pergunta se a transportadora aérea terá capacidade de resposta para um eventual aumento da procura se se concretizar esta descida, o dirigente social-democrata contrapôs que “hoje em dia são poucas as viagens que a SATA faz, por exemplo, no verão a partir das seis, oito da noite”.

“Os nossos aeroportos estão quase todos infraestruturados e os que não estiverem têm que ser infraestruturados e certificados para que possamos ocupar mais tempo, de dia e de noite, os aviões” adiantou, para acrescentar que “aviões parados é que dão prejuízo”.

Para o dirigente, “com melhor gestão da SATA e melhor e atempado planeamento de equipamentos e pessoal” é possível promover muito mais voos.

As jornadas do PSD/Açores terminam na quarta-feira.

As propostas de Plano e Orçamento regionais para o próximo ano vão ser debatidas e votadas na próxima semana no parlamento dos Açores.



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