Navio-escola Sagres foi ponto de encontro de emigrantes em Boston

Navio-escola Sagres foi ponto de encontro de emigrantes em Boston

 

Lusa/AO online   Nacional   14 de Jun de 2018, 09:01

O navio-escola Sagres foi um ponto de encontro de portugueses esta semana, na cidade americana de Boston, onde a bordo se juntaram emigrantes de diferentes idades e profissões “para sentir” um pouco de Portugal.

Em Boston celebrou-se por estes dias a “portugalidade”. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, António Costa, estiveram na cidade para assinalar o Dia das Comunidades, mas a “festa de Portugal” continuou no Estado do Massachusetts onde vivem cerca de um milhão de emigrantes.

A Sagres foi um dos palcos da festa nacional e foi também escolhida pela missão empresarial, realizada no âmbito do projeto “Norte – com um pé dentro…”, para divulgar o turismo e vinhos do Douro e Trás-os-Montes.

A bordo, durante esta ação de promoção, juntaram-se emigrantes de várias zonas de Portugal, de diferentes idades e profissões, uns que emigraram há várias décadas e outros que acabaram de chegar aos Estados Unidos da América.

O médico Luís Paixão, 32 anos, está em Boston há menos de um ano. Veio fazer investigação e vai começar um internato de neurologia na cidade que considera ser “um dos principais centros de medicina do mundo”.

Natural do Porto, este emigrante disse à agência Lusa que aqui ainda se vive o “american dream” (sonho americano) e que tem como objetivo fazer carreira na área da investigação.

“Vim à Sagres conhecer a comunidade portuguesa e o navio. É uma honra estar neste navio, é estar em Portugal em Boston”, afirmou.

Fernando Gomes, 54 anos, foi marinheiro e até navegou a bordo da Sagres.

Depois de acabar a tropa decidiu emigrar. Chegou a Boston com o objetivo de ficar dois anos, já aqui está há 32 anos e não pensa regressar à terra natal, em Alcoutim, no Algarve.

Possui um restaurante “100% português”, em Cambridge, onde confeciona pratos tradicionais e só vende, também, vinhos nacionais.

“Este navio é um bocadinho de Portugal em Boston”, salientou Luís Azevedo, de 66 anos, e que já é “a terceira ou quarta vez” que visita a Sagres.

Natural de Ponte da Barca, chegou há 40 anos à América e hoje possui uma agência de viagens, que leva muitos americanos para Portugal.

Paulina Arruda, de 55 anos e natural da ilha da Terceira, nos Açores, está há 23 anos em Boston e é proprietária da WJFD, a maior rádio portuguesa na América do Norte.

A transmissão é feita em português, durante 24 horas. “Fala-se de Portugal todos os dias, mas nos últimos dias, claro, houve uma atenção especial para o primeiro-ministro e o Presidente da República”, frisou.

Maurício Camilo, comandante do navio-escola Sagres, disse que o veleiro foi visitado por mais de 5.000 pessoas em Boston, muitos dos quais portugueses e lusodescendentes.

“É sempre uma forma de trazer Portugal até às comunidades emigrantes. Aqui pisam Portugal, veem a bandeira, ouvem o hino, é sempre um momento com alguma carga emocional”, salientou.

A missão empresarial, que está a ser realizada no âmbito do projeto “Norte – com um pé dentro…”, é impulsionada pela Associação dos Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes (AETUR) e, depois dos EUA, vai passar por Toronto e Halifax, no Canadá.



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