Débito direto foi o método de pagamento que mais cresceu em 2017

Débito direto foi o método de pagamento que mais cresceu em 2017

 

Lusa/AO online   Economia   14 de Mai de 2018, 09:40

Os débitos diretos foram o instrumento de pagamento cuja utilização mais cresceu em Portugal, aumentando 12,1% em 2017 em número e 16% em valor, segundo dados  divulgados, esta segunda-feira, pelo Banco de Portugal (BdP).

Segundo o Relatório dos Sistemas de Pagamentos relativo a 2017, em Portugal, os pagamentos de retalho aumentaram 8% em 2017, face ao ano anterior - com 2.541 milhões de operações, no valor de 417 mil milhões de euros - prosseguindo a tendência de crescimento dos últimos anos.

O recurso a instrumentos de pagamento eletrónicos voltou a aumentar, segundo o documento, que destaca que os débitos diretos foram o instrumento de pagamento cuja utilização mais cresceu em Portugal: 12,1% em número e 16% em valor.

As transferências a crédito aumentaram 8,2% em número e 10,9% em valor e as operações realizadas pelo Multibanco também cresceram: 8% em quantidade e 8,5% nos montantes processados.

Em contrapartida, sinaliza, a utilização de instrumentos em papel diminuiu.

As operações com cheques, apesar de ainda terem representado 13,1% dos pagamentos a retalho, decresceram 11,6% em número e 5,8% em valor.

O número de cheques devolvidos também diminuiu, 12,2%, bem como as entidades registadas na listagem de utilizadores de cheque que oferecem risco, 13% (de 17.263 entidades a 31 de dezembro).

As operações processadas pela rede Multibanco continuaram a representar 86% do número e 27,6% do montante total de pagamentos de retalho excluindo o numerário.

Segundo os dados do BdP, dos 2.185 milhões de operações efetuadas pelo Multibanco, 49,5% foram compras, 20, 1% levantamentos e 19,8% operações de baixo valor.

No final do ano, estavam registados na rede Multibanco 14,6 milhões de cartões de débito (mais 4,1% do que em 2016) e seis milhões de cartões de crédito (mais 0,5%).

As compras ‘online’ com cartão continuaram a ter um peso pouco expressivo em Portugal, representando apenas 3,9% do número e 5,9% do valor total de compras realizadas em 2017.

Da mesma forma, nas compras presenciais, apenas 1,6% do número e 0,6% do valor processados corresponderam a operações realizadas com recurso a tecnologia de leitura por aproximação do cartão de pagamento (tecnologia contactless).

“Estes números evidenciam que existe uma margem de progressão significativa na adoção de soluções inovadoras nos pagamentos de retalho”, refere o BdP.



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