Criadas "nanopartículas inteligentes" que matam células cancerígenas


 

Lusa/AO online   Ciência   24 de Out de 2017, 18:08

Cientistas da Universidade de Surrey, Reino Unido, desenvolveram "nanopartículas inteligentes", que aquecem o suficiente para matar células cancerígenas, mas que se autorregulam e arrefecem sem prejudicar outros tecidos.


As novas nanopartículas podem ser usadas em breve como parte da termoterapia no tratamento de pessoas com cancro, segundo um estudo publicado na revista científica Nanoscale.

A termoterapia tem sido usada para o tratamento do cancro mas é uma técnica complicada, não sendo fácil tratar as pessoas sem provocar danos noutras células. As células tumorais podem ser enfraquecidas ou mortas sem afetar os restantes tecidos se a temperatura for controlada com precisão entre os 42 e os 45 graus.

Cientistas do Instituto de Tecnologia Avançada da Universidadade de Surrey, em conjunto com outros cientistas da Universidade de Tecnologia de Dalian, na China, criaram as nanopartículas agora apresentadas e que quando implantadas numa sessão de termoterapia podem induzir temperaturas até 45 graus.

Alem de serem autorreguláveis, as nanopartículas também são de baixa toxicidade e não deverão causar danos permanentes no corpo humano.

Ravi Silva, responsável do Instituto de Tecnologia Avançada, disse que este método pode evitar os efeitos secundários graves de outros tratamentos.

"É um desenvolvimento muito emocionante", disse, referindo-se às possibilidades de tratamento com as nanopartículas.



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