Autor do ataque de Paris sinalizado por radicalização

Autor do ataque de Paris sinalizado por radicalização

 

Lusa/AO online   Internacional   13 de Mai de 2018, 10:38

O homem que perpetrou o ataque de Paris no sábado à noite estava sinalizado por radicalização, noticiou a Agência France-Presse.


Um jovem de 29 anos é a vítima mortal do ataque praticado por um homem armado com uma faca, que feriu mais quatro pessoas na zona da Ópera de Paris, no centro da capital francesa, divulgou hoje o ministro do Interior, Gérard Collomb.

O governante declarou à imprensa que os feridos estão fora de perigo, mas especificou que dois, um homem de 34 anos e uma mulher de 54, têm ferimentos graves, e os outros dois, de 26 e 31 anos, têm lesões ligeiras.

Collomb, que avançou novos dados do atentado durante uma visita esta madrugada ao hospital Georges-Pompidou de Paris, prestou homenagem ao jovem falecido, que foi atingido pelo agressor enquanto caminhava na rua.

“A juventude de França foi de novo golpeada esta noite”, lamentou o ministro, que convocou para hoje uma reunião do Estado-Maior, que inclui elementos da polícia e dos serviços secretos.

Pouco antes das 21:00 locais (20:00 em Lisboa), um homem esfaqueou peões indiscriminadamente e gritou “Allah Akbar” (Alá é grande) na rua Monsigny, entre as movimentadas zonas da Ópera de Paris.

O agressor foi abatido pela polícia, minutos depois, na mesma zona.

Segundo os media franceses, o alegado autor do ataque é um jovem russo de origem chechena, nascido em 1997, que identificado graças às impressões digitais e cujos pais estão sob custódia policial.

O Estado Islâmico (EI) assumiu a ação num breve comunicado difundido pela agência Amaq, próxima do grupo terrorista, cuja autenticidade não pôde ser confirmada, e no qual assegura que o atentado foi praticado por “um soldado do Estado Islâmico”.

Fontes próximas do inquérito, citadas pela AFP, afirmaram que o francês nascido na Chechénia estava classificado com uma ficha “S” (para segurança do Estado).

Não tinha antecedentes criminais, mas figurava nos ficheiros dos serviços secretos que incluem mais de 10.000 pessoas, entre as quais radicais islâmicos e com ligações a movimentos terroristas, bem como ‘hooligans’ e membros de grupos da esquerda radical ou da extrema-direita.



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