Academia Portuguesa da História abre programa de sessões de 2017


 

Lusa/AO online   Cultura e Social   10 de Jan de 2018, 08:59

O programa de sessões da Academia Portuguesa da História (APH) abre hoje com uma palestra de António Xavier Forte sobre a Inquisição no distrito de Braga, nomeadamente, dois processos de 1623, na freguesia de Escudeiros.

António Xavier Forte, do Tribunal Central Administrativo do Sul, foi empossado no ano passado como académico de mérito.

O plano de sessões para o primeiro trimestre deste ano, prevê palestras sobre áreas científicas tão dispersas como Pré-História, Estado Novo ou Restauração.

As sessões acontecem todas as quartas-feiras, às 15:00, no Palácio dos Lilases, em Lisboa, ao Lumiar, sede da APH.

A segunda sessão está prevista para o próximo dia 17, pelo sacerdote da Ordem Hospitalar de S. João de Deus, Aires Gameiro, que irá abordar “a situação dos doentes metais na Madeira e nos Açores do século XV ao século XX”.

Aires Gameiro é doutorado em Teologia Pastoral da Saúde, tendo sido docente da Universidade Católica Portuguesa, do Instituto Universitário de Lisboa-ISCTE, entre outras entidades, e dirigiu a revista Hospitalidade.

Além de académico honorário da APH, é membro da Sociedade de Geografia de Lisboa, do Conselho Científico da Sociedade Portuguesa de Alcoologia e do Conselho Técnico da Sociedade Anti-Alcoólica Portuguesa.

Entre outras obras é autor de “Transmigrações e Cenários de Lusofonia e Cultura Cristã na Europa. Em mais de uma centena de relatos de viagens por 25 países, 1956-2016”, editada este mês.

No dia 31, o historiador Sérgio Campos de Matos sobre “iberismos e hispanismos” nos séculos XIX e XX, apresentando a sua mais recente obra, editada pela Universidade de Coimbra, sobre esta temática.

O arqueólogo Vítor Gonçalves abre o mês de fevereiro, apresentando, no dia 07, uma conferência que se intitula “Três frentes na investigação do 3.º milénio antes da nossa era”.

As duas outras palestras de fevereiro estão previstas para o dia 21, por Ana Leal Faria, intitulada “Missionários políticos ou embaixadores espirituais. Episódios dramáticos da diplomacia portuguesa no período da Restauração”, e para o dia 28, por Isabel Vaz Freitas, sobre a “arquitetura da água na Idade Média”.

O catedrático Jesús Varela Marcos, catedrático da Universidade de Valladolid, de Espanha, abre as sessões de março, no dia 07, com uma palestra sobre os últimos dias do navegador Cristóvão Colombo, a quem se atribuiu a descoberta do continente americano em outubro de 1492, ao serviço da coroa espanhola.

Varela Marcos dirige o Centro de Estudos da América, da Casa Colón, em Espanha, e o seminário de investigação "Iberoamericano de Descubrimientos y Cartografía”.

No dia 14 de março, Isabel Moser, aborda a personalidade de Damião de Góis, “cronista e humanista”, no âmbito da Crónica de D. Manuel I, de autoria de Góis, e, encerrando o trimestre, no dia 21, o historiador João Paulo Oliveira e Costa, diretor do Centro de História de Além-Mar, da Universidade Nova de Lisboa, apresenta a comunicação “Para uma história da fronteira marítima portuguesa”.

A APH, atualmente presidida pela historiadora Manuela Mendonça, conta com 455 académicos, segundo dados revelados à agência Lusa por fonte da instituição científica, que é apontada como a mais antiga academia nacional, fundada a 08 de dezembro de 1720, por D. João V, e restaurada por decreto-lei de maio de 1936.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.